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ARTIGO: MÚSICA PARA CRESCER E TEA

Como citar este artigo:

ABNT:

TIBÚRCIO, S. P. Música para Crescer e TEA – Transtorno do Espectro do Autismo In: FÓRUM BRASILEIRO DE MUSICOTERAPIA E AUTISMO, 3. 2018, Belo Horizonte: APEMEMG, 24-25 nov. 2018. Pôster.


VANCOUVER:

Tibúrcio SP. Música para Crescer e TEA – Transtorno do Espectro do Autismo. Pôster apresentado em: 3º Fórum Brasileiro de Musicoterapia e Autismo; Associação de Profissionais e Estudantes de Musicoterapia– APEMEMG; 2018 nov. 24 – 25; Belo Horizonte, MG.


APA

Tibúrcio, S. P. (2018, 25 de novembro). Música para Crescer e TEA – Transtorno do Espectro do Autismo. [Apresentação de pôster]. Fórum Brasileiro de Musicoterapia e Autismo, Belo Horizonte.






TIBÚRCIO, Simone Presotti1

Musicoterapia BH 1

Palavras chave: Musicoterapia; Floortime; Intervensão Precoce


INTRODUÇÃO

A Musicoterapia vem recebendo reconhecimento crescente nos quadros de TEA – Transtorno do espectro do Autismo – como forma de estimular e ampliar as habilidades e desenvolver competências. A Musicoterapia favorece e potencializa o desenvolvimento global, abrangendo os domínios motor, cognitivo, social, afetivo, emocional, lingüístico, comunicacional, dentre outros (ILARI, 2003). A natureza multifocal dos estímulos musicais vem sendo comprovada a partir de muitos estudos e alcança comprovação de seus efeitos positivos como recurso que promove o desenvolvimento global das pessoas com TEA. Dentro deste enfoque desde 2015 vem sendo desenvolvido o Música para Crescer, programa de estimulação infantil que usa a música e seus elementos para o atendimento em grupo de crianças com TEA e outras intercorrências da infância. Neste programa as sessões são realizadas com a participação do adulto cuidador.


METODOLOGIA

A Musicoterapia Centrada na Família e a intervenção Floortime são as duas bases teóricas que norteiam o trabalho que tem como foco estimular o desenvolvimento infantil respeitando as peculiaridades de cada criança. Os encontros do Música para Crescer acontecem uma vez por semana com a duração de quarenta e cinco minutos. As crianças são avaliadas quanto ao seu estágio de desenvolvimento global em uma sessão individual e depois são direcionadas para o atendimento em grupo que leva em consideração a faixa etária da criança e demais especificidades do quadro. Nesta sessão inicial é feita a orientação ao cuidador (familiares ou babás) que irá participar das sessões acompanhando e interagindo de forma ativa com a criança nas sessões em grupo. Cada encontro em grupo possui uma estrutura de início e de finalização com músicas autorais e registradas que visam organizar a postura, aquecer o aparato vocal e preparar a criança para o encerramento e despedida. As sessões seguem uma estrutura temática organizada que é alterada a cada quatro semanas. Todas as sessões guardam espaço para momentos de improvisação a partir de conteúdos sonoros e musicais que surgem a partir do interesse das crianças e momento de apreciação musical lúdica.


RESULTADOS E DISCUSSÂO

Após um ano de participação os cuidadores avaliaram o programa através de um questionário cego. Foram enviados o total de vinte e dois questionários e o estudo contou com a adesão de dezenove respondentes. No que se refere à percepção sobre a avaliação geral do programa cinqüenta por cento considerou o programa excelente, com avanço da criança e na qualidade das habilidades lúdicas também no contexto familiar. Trinta e nove por cento considerou ótimo, considerando que tanto para a criança quanto para a mãe a experiência era divertida. Onze por cento dos respondentes consideram bom para o desenvolvimento global da criança. Dentre os respondentes não forma escolhidas as duas outras opções de avaliação inferior quanto a validade do processo.






Dentre as habilidades mais estimuladas nas crianças durante o processo os respondentes identificaram ganhos em ordem decrescente nas habilidades:

  • Imitação(68%),

  • Interação(32%),

  • Linguagem (21%),

  • Fala (21%).


CONCLUSÃO

O programa Música para Crescer vem apresentando adesão crescente das famílias e também a indicação de profissionais da saúde e da educação por se tratar de um espaço para estimulação e cuidado da criança que apresenta intercorrências no desenvolvimento global. Nos casos de TEA a indicação vem sendo reforçada pela possibilidade de ampliar o repertório de brincadeiras funcionais da criança e também das estratégias lúdicas dos cuidadores que aprendem novas formas de brincar a partindo do interesse da criança.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

GATTINO, G.S. Musicoterapia e Autismo. São Paulo: Editora Memnon, 2015


GERALDO, M.; TIBÚRCIO, S. P. A Música Associada a Imagem no Tratamento de Autistas. In: VI Clam - Congresso Latino Americano de Musicoterapia 2016, Florianópolis: Universidade Estadual de Santa Catarina e VIII Encontro Nacional de Estudantes de Musicoterapia 2016, Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais.


ILARI, B.S. A música e o cérebro: Algumas implicações do Neurodesenvolvimento para a educação musical. Revista da ABEM, Porto Alegre, v.9, p.3-14, 2003.


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